Equipe da LOLJA, de Juiz de Fora (MG), especializada em camisetas: “Frete grátis chama a atenção dos clientes. Tem um resultado legal.”

Muito se fala sobre frete no Brasil – especialmente nos últimos meses, com os novos preços praticados pelos Correios. Por este e outros motivos, campanhas de frete grátis têm atraído consumidores e ganhado uma importância fundamental no comércio online. No Mercado Livre, por exemplo, todos os vendedores que usam o Mercado Envios (na prática, quase todo mundo) oferecem frete grátis nas compras acima de R$ 120 (ou até menos, dependendo da pontuação atingida). Além disso, os lojistas que possuem suas próprias lojas virtuais também costumam fazer campanhas de frete grátis, como é o caso da JNakao, loja de máquinas e ferramentas com base em São Paulo, e da LOLJA, loja de camisetas sediada em Juiz de Fora (MG).

“A soma do valor do produto com o frete às vezes dá um valor muito alto, então tirar o frete deixa os preços mais competitivos e atrai mais consumidores”, diz Rafael Papa, gerente de Mercado Shops no Brasil.

“O consumidor brasileiro gosta do frete grátis porque é um benefício interessante num país onde o frete custa caro. E o lojista também se beneficia, porque o tíquete médio das vendas aumenta”, explica.

Na maioria das campanhas de frete grátis, o consumidor precisa atingir um valor mínimo em compras para ter direito ao benefício. Se não fosse assim, o lojista teria que arcar com custos elevados e acabaria tendo prejuízo.

“Nós já fizemos umas três ou quatro ações de frete grátis”, diz Júlio Nakao, sócio administrador da JNakao. “No nosso caso, alguns produtos têm um peso maior, o que encarece e às vezes até inviabiliza o frete pelos Correios. Mas, nas campanhas que fizemos com apoio do Mercado Pago e do Mercado Shops, conseguimos custear esses envios”, relata. “O frete grátis sempre gera um grande aumento no tráfego do site e nas vendas. Hoje o custo médio de frete gira em torno de 5% a 7% do valor das nossas vendas, então oferecer frete grátis sempre reflete em mais conversões. Toda vez que a gente faz o frete grátis as vendas sobem”, conta. “A gente costuma trabalhar com o frete grátis nas compras acima de R$ 200 ou R$ 300, de acordo com o tipo de campanha. Trabalhar com um valor menor não compensa para nós, porque o custo ficaria alto demais.”

Júlio argumenta que não é possível oferecer o frete grátis permanente, “porque esse custo acaba saindo da nossa margem. Mas, com as campanhas, temos uma verba extra para isso, então vale a pena, porque o resultado é certo e imediato. Com a campanha, a gente só usa a verba do frete grátis se houver conversão. É diferente de usar uma verba para marketing, pagar agência ou fazer propaganda e até trazer o consumidor para o site, mas acabar não convertendo em venda. O frete grátis é certeiro, mas custa caro. E, quando você retira o frete grátis, já tem um reflexo no dia seguinte”, observa. “Depois da campanha, o negócio é trabalhar os novos clientes que entraram, fazer um trabalho de custom relationship magagement para ir aumentando o volume aos poucos. Assim você consegue sustentar o aumento. Nós tivemos um crescimento bom com essas campanhas, sempre com resultado positivo”, comemora. “Para nossos parceiros, a campanha compensa também, porque aumenta bastante o faturamento”, acrescenta. “O frete grátis é bom para o consumidor, para o lojista e para o Mercado Pago. É bom para todos”, diz Rafael. “Mas para funcionar, o lojista precisa ficar atento às suas margens.”

“Frete grátis tem seus prós e contras”, diz Júlio. “Para fazer sua própria campanha, você tem que fazer as contas com cuidado para que a ação seja positiva. Não basta colocar o frete grátis e não fazer análise de preço e da concorrência, ou é uma furada. Tem que ter preço competitivo, tem que estar tudo bem redondo, tem que saber trabalhar com as mídias que vão divulgar a campanha e tudo mais. É importante também saber analisar o melhor período para fazer esse tipo de campanha. Numa sazonalidade forte, dá uma puxada mais forte ainda. Numa Black Friday, por exemplo, você já tem preço, estoque, tudo alinhado. Se entrar com uma campanha de frete grátis então, o resultado só pode ser excelente. O estoque é importante. Precisa projetar direito para aguentar a demanda. Enfim, tem que fazer o checklist completo”, Júlio aconselha.

“As pessoas estão cada vez mais acostumadas com isso no Brasil, até por conta do Mercado Livre mesmo” observa Júlio. “Desde que eles iniciaram esse programa do frete grátis as vendas cresceram muito. É algo muito competitivo e a concorrência fica muito forte. Então vários sites hoje têm ações constantes de frete grátis também”, analisa.

“Assim como nas campanhas negociadas com os lojistas, o Mercado Livre também viabiliza essa estratégia para os vendedores, que, muitas vezes, não conseguiriam oferecer o frete grátis sozinhos”, explica Arnaldo Bertolaccini Neto, gerente sênior de Mercado Envios. “No Mercado Livre, o frete grátis não é uma campanha, é um programa fixo”, reforça.

Bertolaccini afirma que grande parte do crescimento do Mercado Livre está associado ao Frete Grátis: “No ano passado investimos R$ 1 bilhão nesse programa”, conta. Hoje, o padrão do Mercado Livre nas compras acima de R$ 120 é o frete grátis, que vale para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país, além das principais capitais do Nordeste. Com isso, as compras acima de R$ 120 aumentaram, claro.

Lucas Tavares Martins, sócio administrador da LOLJA, pondera que “o frete às vezes fica mais caro que o próprio produto. Então, como os Correios têm aumentado muito o valor do frete, o frete grátis agrada muito aos clientes”, diz. “A gente já fez duas campanhas com o Mercado Pago, em lançamentos de novos produtos. Não é algo que funcione para nós o tempo todo, porque de alguma forma aquele valor tem que ser pago. Normalmente a gente estipula um valor mínimo para a compra, para diluir os custos. É algo que chama atenção dos clientes. Tem um resultado legal”, confirma.

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